Como tratar um dependente químico?

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Como tratar um dependente químico?

Dependentes químicos são pacientes que precisam de cuidados e de atenção especializada. O sofrimento para a família de dependentes químicos é muito grande ao longo do processo e, por isso, todo o esforço no sentido de minimizar essa situação é muito bem-vindo.

Não só o dependente químico precisa de compaixão e de compreensão, mas seus pais, irmãos e filhos, que sofrem ao seu lado por causa da sua situação. Existem diferentes tipos de tratamento para essas pessoas, desde grupos de autoajuda até a internação hospitalar.

Que tal conhecer mais sobre esses tipos de tratamento?

Grupos de autoajuda

É uma opção para os que não dispõem de muito dinheiro, pois é gratuita; e também para os que possuem, pois é muito importante a interação entre os que desejam parar e a ajuda dos que realmente querem se tratar. Os grupos de autoajuda, como Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA), reúnem pessoas que sofrem dos mesmos problemas para compartilhar experiências e procurar apoio umas nas outras.

Cada sucesso, cada fracasso, cada detalhe importante são compartilhados para que todos demonstrem compaixão pelo problema do outro. Os membros desses grupos, além de manterem o anonimato, seguem o princípio dos 12 passos.

Psicoterapia

A psicoterapia é um tratamento em que o objetivo é resolver questões vinculadas ao comportamento, às emoções, aos relacionamentos sociais (família, trabalho, casamento, amigos), quando essas questões estão associadas à dependência de substâncias químicas.

O psicólogo deve mostrar compaixão pelo paciente, mas também deve passar segurança, oferecendo melhores perspectivas para o futuro do dependente e de toda a família.

Terapia familiar

È uma modalidade de psicoterapia que envolve todos os membros da família, ajudando os parentes do dependente a lidarem com a situação e ajudando o próprio dependente a se livrar de seu vício.

A terapia familiar contribui bastante para a reintegração do dependente ao meio familiar e à própria sociedade. A motivação maior da terapia familiar é a compaixão pelos familiares do dependente químico.

Uso de medicamentos

Para o uso regular de medicamentos, é necessário que um médico especializado seja consultado. O psiquiatra pode receitar remédios eficientes, solicitar exames, acompanhar todo o desenvolvimento, encaminhar para ambulatórios, clínicas ou hospitais.

É preciso entender que distúrbios, como depressão, fobias e ansiedades em geral, tanto podem ser causa quanto consequência da dependência e o psiquiatra saberá fazer a análise correta.

Este tratamento é indicado, para quase todos os casos, de preferência junto com a psicoterapia. O que vai variar é o tipo de medicação e a quantidade usada, que mudam de acordo com o estado do paciente.

Tratamento ambulatorial

A pessoa é atendida no ambulatório, em que tem atendimento médico especializado, como psiquiatra e psicólogo. Por lá, ela é medicada, mas vai para casa e continua a exercer suas atividades.

A vantagem do tratamento ambulatorial é que o paciente continua no ambiente familiar, envolvido pelo amor, pelo carinho e pela compaixão de seus parentes.

Internação em hospital

A internação é indicada para casos mais graves em que é muito difícil ou mesmo impossível manter o dependente em casa.

Apesar de ainda ser um recurso muito utilizado, não é garantia de cura, mas de controle maior sobre a condição do paciente. Nesse caso, o dependente toma os medicamentos, tem que se alimentar de maneira adequada, passa por um processo de desintoxicação e conta com a supervisão médica regular.

Internação em comunidade terapêutica

A comunidade terapêutica é, geralmente, um sítio ou uma fazenda, mas pode ser uma clínica situada na área urbana da cidade. A pessoa fica internada por um período determinado, em que pode ou não receber a assistência de profissionais especializados, como psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, assistente social.

O processo de tratamento se baseia na compaixão, no trabalho, grupos de autoajuda e alguns se baseiam na religão. A internação deve ser voluntária e serve principalmente para dependentes que não apresentam comportamento mais agressivo.

Em todas essas alternativas, é importante obter referências do local e do profissional que irá atender o paciente.

Alguém em sua casa sofre de dependência química? Qual tratamento ela recebe? Está recebendo a compreensão, a compaixão e o apoio necessários para superar o problema?