A dependência de duas drogas lícitas: álcool e cigarro

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O Álcool e suas consequências

Apesar de ter sua venda permitida para maiores de dezoito anos em todo o país, o álcool é uma droga e pode causar dependência física e psicológica, sendo o tipo de droga mais consumido no Brasil, graças à nossa cultura de realizar comemorações sempre regadas a algum tipo de bebida alcoólica.

O consumo excessivo de álcool causa danos no sistema digestivo, atrofia cerebral, tremor, cirrose e pode causar até câncer. São inúmeras as consequências do uso exagerado de bebidas alcoólicas.

Além das doenças físicas, o consumo excessivo de álcool causa danos às capacidades cognitivas, causando problemas como demência, perda de memória, dificuldade de discernimento, perda de reflexos e de noção de espaço e tempo.

A ingestão de álcool, quando associada a estimulantes, como energéticos, pode causar danos muito mais sérios, pois aumenta o risco de arritmias e outros problemas cardíacos, além de aumentar as chances de impotência sexual.

Existem diferentes situações prejudiciais que o álcool pode gerar na vida de um ou mais seres humanos. Muitas pessoas fazem uso esporádico do álcool, porém de forma aguda e em grande quantidade, o que pode causar várias consequências para si e para quem estar ao redor.

Por outro lado, existe a dependência do álcool, em que de uma maneira regular uma pessoa não consegue deixar de fazer uso do álcool. O alcoolismo é uma problema grave, que acarreta problemas para quem bebe, para quem está ao redor e para a sociedade de uma forma geral. O reconhecimento da dependência como doença pelo paciente e pelos familiares é parte fundamental do processo de tratamento.

O Cigarro e a autodestruição humana

O cigarro é mais um exemplo de droga que pode ser comercializada sem problemas em nosso país. Hoje, estima-se que existem, aproximadamente, 24,6 milhões de fumantes acima de 15 anos apenas no Brasil, representando um total de 17,2% da população nesta faixa de idade.

O Ministério Público, por meio de campanhas de conscientização, do aumento de impostos sobre o cigarro e da lei antifumo conseguiu reduzir o número de fumantes em 30,7% nos últimos 9 anos.

Por ser uma droga de fácil acesso, muitos adolescentes começam a fumar, em sua grande parte, por causa de amigos que fumam, pela necessidade de pertencimento a um determinado grupo ou, ainda, por acreditar que o cigarro pode torná-lo uma pessoa mais popular e mais atraente.

Infelizmente, muitos destes jovens, ao chegar na idade adulta, já começam a sofrer as consequências do consumo de cigarros , como falta de ar, problemas cardíacos, obstrução de veias e artérias, além de muitos desenvolverem enfisema e câncer de boca, faringe, esôfago e pulmões.

Além de todos estes malefícios, o cigarro está entre os principais responsáveis pela impotência sexual e esterilidade. Possuindo mais de 4.700 substâncias tóxicas, o cigarro é responsável por mais de 5 milhões de mortes ao redor do mundo, sendo que este número pode chegar a 10 milhões em 20 anos.

O cigarro, além de perigoso para quem fuma, causando a morte de, em média, sete pessoas por dia, prejudica as pessoas ao redor do fumante, já que elas se tornam fumantes passivos e sofrem os mesmos danos que um fumante ativo.

Segundo especialistas, a mistura da fumaça tóxica proveniente do cigarro, misturada com o uso de anticoncepcionais, é uma combinação perigosa, pois ambos podem prejudicar o sistema vascular, fazendo com que apareçam varizes e problemas circulatórios em mulheres mais jovens e, em mulheres a partir de 30 anos, é mais comum a ocorrência de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC).

Para as mulheres que fumam durante a gravidez, as substâncias tóxicas da fumaça do cigarro podem causar deformidades no feto, além de torná-lo mais susceptível ao vício quando chegar à vida adulta.

Tanto no álcool, como no cigarro, é muito importante a participação do individuo, da família e de profissionais especializados no tratamento.