Saiba mais sobre o Alzheimer

Demência de alzheimer

Saiba Mais Sobre o Alzheimer

Conheça os principais sintomas da doença degenerativa

O Alzheimer é uma doença degenerativa incurável e que se agrava com o tempo. Por outro lado, é possível retardar ou diminuir as consequências de alguns de seus efeitos. O transtorno, que é mais comum em pessoas consideradas idosas, principalmente nas que possuem mais de 60 anos, tem como sintomas mais conhecidos problemas de memória que vão aumentando gradativamente.

 

Início da doença e evolução dos sintomas

Por ser uma doença comum em pessoas mais velhas, é normal que se confunda alguns fatos que são normais para pessoas que alcançaram a terceira idade com sintomas do Alzheimer. Por isso, é necessário saber quais são os efeitos do transtorno e como eles começam a se apresentar na vida de um paciente.

No início, um dos primeiros indícios é a perda de memória recente. O indivíduo pode até se lembrar de fatos que ocorreram há mais de 20 anos, mas se esquece, por exemplo, que acabou de fazer uma refeição. Com o passar do tempo, essas situações vão se tornando mais frequentes e mais graves, como o esquecimento do rosto de um filho ou de um ente querido.

Conforme a doença vai avançando, além da memória, a capacidade de aprendizado e de atenção do paciente também vão sendo prejudicadas. Além disso, outros sintomas como dificuldades para se comunicar, mudanças repentinas de humor e sentimentos depressivos tendem a surgir. Essa junção dos efeitos proporcionados pelo Alzheimer faz com que a pessoa fique cada vez mais dependente de seus cuidadores.

 

Prevalência do Alzheimer

O Alzheimer é a doença mais comum relacionada à demência, superando outros transtornos como a Demência Vascular e a Doença de Parkinson. Assim como outros problemas similares, o Alzheimer possui maior prevalência em pessoas do sexo feminino. Apesar de não existirem estudos específicos que expliquem essa informação, especialistas suspeitam que o fato da expectativa de vida das mulheres ser maior do que a dos homens pode ser um dos motivos.

Essa teoria começa a fazer sentido a partir dos dados de prevalência referentes às idades dos pacientes. Segundo o Estudo Longitudinal de Baltimore, a taxa de incidência de casos de Alzheimer aos 60 anos é de cerca de 10%. Esse número tende a dobrar a cada cinco anos de vida que um indivíduo completa. Com isso, uma pessoa de 95 anos, por exemplo, pode possuir 50% de chances de obter a doença ou de já conviver com ela.

 

Importância dos cuidadores e familiares

O apoio e o cuidado que um paciente recebe de sua família e das pessoas à sua volta são essenciais durante o seu tratamento. Além de serem responsáveis pelas decisões referentes aos tratamentos, essas pessoas devem trabalhar em conjunto com os médicos e outros especialistas para ajudar no controle da doença.

Os familiares ou pessoas próximas devem ter paciência e flexibilidade ao lidar com os comportamentos do paciente, sempre com os devidos cuidados para não tratá-lo como demente ou criança. A importância dessa relação é tão grande, que entidades como a Associação Brasileira de Alzheimer possuem grupos de apoio para ajudar essas pessoas a prestarem o apoio necessário às vítimas da doença.

Um outro detalhe que se deve tomar nota é a saúde do próprio cuidador. Muitas vezes os cuidadores, que geralmente são os familiares mais próximos, não cuidam da saúde e esquecem de cuidar de si, geralmente ficando sobrecarregados, o que pode gerar uma série doenças físicas ou mentais para o próprio cuidador no futuro.