43 dias do Novo Governo de Minas Gerais

Talvez esteja cedo para dizer isso, mas precisamos falar de política.

Não sou doente por um partido. Não idolatro partido. Não costumo idolatrar pessoas.
Me filiei ao partido Novo, exatamente por acreditar que o partido seja de fato Novo nas suas considerações.
E se eu não puder fazer uma análise crítica do próprio, nada estarei sendo de Novo, e sim Velho!
Quem não sabe olhar para si próprio e fazer ponderadas e aprofundadas críticas, nada é Novo.

Se as eleições fossem hoje, eu manteria meu voto no atual governador Romeu Zema.

Isso não quer dizer que eu o idolatre. Exatamente por isso resolvi escrever esse texto.

Nas eleições de 2018 o candidato Romeu Zema foi claro em algumas afirmações, principalmente informando que o objetivo era acabar com a velha política!

Isso também aconteceu em 2016 na prefeitura de Belo Horizonte, pelo então candidato e agora prefeito Alexandre Kalil.

Fato é que ambos assumiram o poder, e vejo muitos políticos ou gestores da “velha política” assumindo cargos do Estado, assim como aconteceu na prefeitura de BH em 2016 e está até hoje.

Na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais mantém-se o mesmo secretário da gestão anterior. Por qual motivo Sr. Governador?

Concordo que poderia tê-lo deixado no cargo durante um tempo, pois talvez o governador desconhecesse sobre possíveis nomes a indicar para a respectiva secretaria, e até conhecer essa pasta melhor, talvez seria mais prudente deixar alguém que já tem um conhecimento prévio.

Mas todos esses acontecimentos de Brumadinho, tudo o que o Deputado João Vitor Xavier comentou nas redes sociais sobre a legislação que poderia ter sido votada na Assembléia, mas não foi apreciada por lobby político, segundo falas do próprio deputado.
Até qual ponto o governo anterior foi responsável por isso? Até qual ponto o governador deve aprofundar sobre o que acontece melhor na secretaria do Meio Ambiente, e fiscalizar o que está acontecendo nessa pasta? Até que ponto o secretário atual deve manter-se no cargo, mesmo diante de todos esses acontecimentos?

Além disso, vamos para um assunto do meu conhecimento.
Sei que é cedo para falar, mas se não mencionarmos e atentarmos para isso desde já, não sei onde vai parar.
E a saúde mental do Estado? Como estamos?

Não sou o eleitor que apenas reclama, mas gosto de sugerir mudanças e melhorias.
Dou idéias, me coloco a disposição voluntariamente, assim como muitos outros cidadãos, que fazem isso diariamente.
Não quero cargos no governo, apenas que dê a atenção devida aos cidadãos.

Em Novembro de 2018, mesmo não pertencendo ao grupo de transição, enviei um diagnóstico da saúde ao departamento específico do Novo Governo para avaliação. Mesmo não trabalhando pelo Estado, fui atrás de alguns indicadores e observações, e enviei um documento de 9 páginas em PDF para avaliação.

Concordo que não foi um documento “visivelmente belo escrito” e de acordo com as normas protocolares de um ofício ao Estado, mas foi repleto de conteúdo que considero importante para redução de custos e melhoria da responsabilidade do Estado e dos cidadãos diante do Estado.
Nada me responderam. Talvez nem leram. Espero que tenha lido e sirva de algo, pelo menos.

Não satisfeito, pensei que o documento tenha ficado grande e prolixo, resolvi então fazer um novo documento, mas dessa vez focado na saúde emocional ou como se diz, saúde mental do Estado de Minas Gerais.

Enviei o documento a várias pessoas integrantes da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, e qual a resposta que obtive?
Até então, nenhuma.

Aliás, não sei quem é o Subsecretário da Saúde Mental do Estado, ou será que ele ainda não existe? Ou não vai existir?

Como estamos com a Saúde Mental do Estado?

O governo anterior fez várias atitudes para acabar com hospitais e clínicas privadas psiquiátricas, principalmente leitos hospitalares, sempre relembrando décadas atrás de movimentos de lutas antimanicomial. Foi feito inclusive uma legislação específica “Resolução CESMG Nº010 de 08 de Agosto de 2016”, em que proibia abertura de leitos que não fossem 100% públicos na saúde mental.

O que seria tal medida, se não intervenção extrema do Estado diante da saúde psíquica da população Mineira?

Para quem é a favor dessa luta antimanicomial, sugiro a leitura do meu artigo sobre a reforma psiquiátrica 2.0, em que fiz um texto sobre o tema. Gosto de comparar a luta contra os hospitais psiquiátricos como um motorista há 20 anos passeando de carro pelas rodovias de Minas Gerais, cheia de buracos e asfaltos ruins. E o motorista dizendo: “Vamos acabar com as estradas de Minas Gerais, pois elas não servem para nada, ela só estraga o carro e acaba com o pneu, e assim vamos a pé por toda Minas Gerais”. No meu ponto de vista, os favoráveis a essa luta antimaniconial procuram o alvo errado: hospital psiquiátrico.
Na minha opinião não se deve acabar com hospitais que ajudam e auxiliem pacientes, mas deve melhorar a fiscalização e a qualidade dos hospitais, para evitar maus tratos. Assim como não deve acabar com as estradas de Minas Gerais, e sim melhorá-las.

Todos nós, seres humanos, precisamos de uma boa mente e motivação para viver e trabalhar de forma satisfatória. Fiz uma proposta para a Saúde Emocional do Estado de Minas Gerais, em que ninguém me respondeu.
Uma proposta em que o possamos nos atentar a emoção e ao sentimento do cidadão de Minas Gerais.

A saúde mental não pode ser apenas doença e loucura, como muitos acham que é. A emoção e o sentimento do ser humano é muito mais que isso.

É necessário psiquiatra? É claro que sim, mas é muito mais que isso!

É necessário bons psicólogos, bons terapeutas, bons assistentes sociais, bons motivadores, bons gestores que saibam de fato olhar o cidadão e o servidor como ser humano que é.

Precisamos de construir uma saúde emocional do Estado para fazer de Minas Gerais o melhor Estado para viver em 2022, e com isso perpetuar essa emoção para todo o país.

Precisamos de acreditar no Governador, mas para isso o Governador precisa de fato ser “Novo” nas suas atitudes logo no início da sua gestão.

Vejo muitas boas atitudes que vem fazendo, principalmente relacionadas a busca do controle das receitas do Estado.

Mas o Estado de Minas Gerais é muito mais que a Secretária da Fazenda!
Há educação, saúde e segurança pública!
Olhos vivos para esses setores!

Caso contrário, tenho receios que você pode se tornar a velha política em instantes.

Ainda acredito no Senhor!

Mais do que isso, acredito muito nos ótimos representantes municipais, estaduais e federais do Partido Novo, que já estão mostrando, desde o início, belas atitudes em prol da população.