O Brasil que a gente não vê

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O Brasil que a gente não vê

Conheça dados alarmantes sobre a pobreza e a fome no País

 

A pobreza no Brasil, muitas vezes, pode estar relacionada ao que acontece nos grandes centros, como São Paulo e Rio de janeiro. Porém, apesar da quantidade de pessoas em condições de rua e do grande números de favelas nesses locais, existem dados que mostram um Brasil ainda mais carente, em que inúmeras famílias não possuem subsídios primários, como alimentos e saneamento básico. Apesar de muitos desses números terem sido reduzidos no século 21, a realidade ainda é dura e afeta, principalmente, as regiões mais afastadas das capitais.

 

Fome no Brasil

 

No último mapeamento realizado sobre a fome pelo IBGE, referente ao ano de 2013, o Brasil saiu oficialmente do mapa da fome. Ou seja, segundo o levantamento, menos de 5% das pessoas do País não conseguiam se alimentar direito, cerca de 3,4 milhões. Porém, segundo um estudo feito pelo jornal O Globo, em conjunto com especialistas e inúmeras entidades civis em 2017, é possível que o país corra o risco de retroceder nesse quesito.

Hoje há milhares de pessoas que não tem um prato de comida para almoçar. Ler uma matéria como essa pode parecer para alguns um tanto que repetitiva, e infelizmente não damos a atenção que devemos dar a esse tema. A fome mata, a fome desintegra famílias, a fome não educa. Às vezes pensamos só nas pessoas que estamos no nosso lado, na nossa convivência cotidiana, mas é incrível o número de pessoas que infelizmente não tem o que comer na hora que tem fome. O que fazer sem politizar esse tema? O que fazer para não sermos simplesmente perpetuadores da fome no Brasil e atacar a causa desse problema?

 

Saneamento básico

 

A lei dos saneamentos completou, em 2017, 10 anos. Desde então, o acesso à coleta passou de 42% para 50,3%, enquanto o abastecimento de água foi de 80,9% para 83,3%. Apesar dessa aparente evolução, os números ainda indicam que pouco menos da metade dos brasileiros ainda não possuem acesso a um saneamento básico adequado, enquanto quase 20% ainda continuam sem ter um abastecimento de água eficiente e seguro.

 

Os dados, que foram publicados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), indicam que mais de 100 milhões de pessoas em todo o País ainda precisam encontrar práticas alternativas para lidar com dejetos, seja por meio de fossas ou jogando-os diretamente em rios. A região norte é a mais afetada por esse problema, já que 49% de sua população é atendida pelo abastecimento de água e apenas 7,4% por esgoto.

Trocando em miúdos, é muito triste essa situação. Em uma era de mudanças ou como alguns dizem, em uma mudança de era, ainda milhões estão com esgoto na sua casa sem ser tratado. Triste realidade. O que podemos fazer para melhorar sem politizar essa questão?

 

Brasil sem Internet

 

Um dos acontecimentos mais importantes do século 21, até agora, foi a popularização da internet e dos computadores pessoais. Porém, apesar da maioria das pessoas que residem nos grandes centros possuírem acesso frequente à rede mundial de computadores, milhões de brasileiros ainda não usufruem desse benefício. Segundo o IBGE, o Brasil alcançou pela primeira vez em 2016, um índice superior a 50% de brasileiros com acesso à internet.

 

De acordo com o levantamento, 58% dos lares do País possui conexão com a internet. Mesmo com essa evolução que se refere, principalmente, às regiões sul, sudeste e centro-oeste, algumas regiões ainda ficam abaixo dessa média. No Nordeste, por exemplo, 7 milhões de residências possuem acesso à internet, enquanto 10,5 milhões, mais da metade, anda não exercem esse direito. Situação semelhante ocorre na região Norte, que possui 1,9 milhões de habitantes conectados contra 3,1 milhões de desconectados.

Se no parágrafo anterior estava explicando de fome, e agora de Internet; alguns podem pensar: “ahh, ai já tá querendo demais née”.

Você já pensou em ficar sem internet hoje em dia? O que a falta da internet afetaria o seu dia a dia?