Imunidade e Saúde Mental – Covid-19

Entendo perfeitamente todo a preocupação de todos em relação ao COVID-19, porém é fundamental atentarmos a um outro lado da história, que muitos não percebem.

 

Na Itália tem 5,2 mil leitos de Terapia Intensiva (UTI), enquanto há uma população de 60 de milhões de pessoas. Desses 60 milhões, 21,37% tem mais de 65 anos, totalizando 13,2 Milhões de idosos acima de 65 anos.

 

No Brasil a população é de 209 milhões de pessoas e há 40,6 mil leitos de UTI (privados e públicos). Desses, 8,06% têm mais de 65 anos, totalizando 16,5 Milhões de idosos acima de 65 anos.

 

Você pode escolher 2 proporções:

  1. a) Número de leitos de CTI / População Geral ou

 

  1. b) Número de leitos de CTI / População Acima de 65 anos.

 

Em ambas as proporções, se você comparar Brasil e Italia, existe uma quantidade bem maior de leitos de CTI no Brasil comparado a Italia. Principalmente se você utilizar o item b, avaliando a quantidade de leitos de CTI / população acima de 65 anos, visto que trata-se da população mais vulnerável.

 

Além disso, estamos falando de um país continental e não tão populoso quanto a Itália, que é altamente populoso, o que contribui de maneira significativa para maior contágio. Para você ter uma ideia, a Italia é aproximadamente do tamanho do Estado do Maranhão, e tem uma população de 60 milhões!

 

Outro detalhe é que esse confinamento pode ser muito bom para uma variável especificamente, que é evitar propagação do vírus de forma rápida. Isso seria muito bom se o estudo do ser humano fosse uma ciência exata e não existissem outras variáveis que poderiam também comprometer a saúde do ser humano.

 

São muitas outras variáveis que o confinamento geral pode gerar, e isso é sim fundamental para pensarmos e refletirmos se essa medida é de fato essencial nesse momento.

 

Ao ficarmos confinados e restritos a nossa casa podemos começar a entrar em um ciclo vicioso e preocupante. Começamos a acompanhar mais noticiários, seja pela TV ou pela Internet de assuntos relacionados ao COVID-19. E querendo ou não, a mídia noticia números em crescente. Isso é de assustar. Isso gera medo de adoecer, medo de morrer, medo de perder familiares próximos e amigos, medo de não conseguir ter dinheiro para pagar comida, medo de não ter dinheiro para pagar o aluguel de sua casa, medo de não conseguir pagar os funcionários, medo de falir, medo de não receber o 13º em dia, medo de não receber o salário em dia, insônia, angústia de ver pessoas morrendo e imaginar que você pode ser o próximo. E isso só aumenta com o número de casos crescendo que você observa no noticiário.

Na Itália é um exemplo clássico disso. Muitos estão confinados, idosos estão morrendo e não podem abraçar os familiares. Dessa maneira, muitos idosos irão ficar mais suscetíveis e vulneráveis não apenas diante do coronavírus, mas de tantas outras doenças que podem atingi-los.

Nós somos seres humanos que temos razão e emoção. Sabemos o tanto que a emoção e a nossa saúde mental é fundamental para a nossa imunidade. Distanciarmos da família e do que nos faz bem pode ser que não prejudique a você, mas muitos idosos podem ser prejudicados e sentirem mais vulneráveis e fracos.

 

Precisamos de boa imunidade para combater o vírus. Muitas vezes podemos esperar uma vacina, um remédio, mas em tantas outras situações sabemos que a nossa imunidade natural é fundamental para combater um vírus.

Muitos de nós paramos de nos alimentar bem, paramos de praticar atividades físicas. Estamos intactos e paralisados dentro de casa. A imunidade não agradece. O estresse reduz a imunidade.

Imagina você só observar outras pessoas piorando o quadro de saúde? A pessoa tende a ficar pior emocionalmente. Ela se assusta. A imunidade reduz. A chance da gravidade da doença aumentar é muito grande, pois o organismo é mais suscetível.

 

Tudo o que antes acreditávamos ser bom para fortalecer a nossa imunidade está caindo por terra com todo esse noticiário e decretos para interromper atividades. Atividades físicas estão sendo paralisadas, academias interrompidas, risos e alegrias interrompidas.

 

Trata-se de um vírus contagioso, mas com taxa de mortalidade incerta e que atinge principalmente pessoas mais vulneráveis de saúde. Ainda não se sabe exatamente a taxa de mortalidade, mas provavelmente trata-se de uma taxa de mortalidade bem menor ao que está sendo divulgado, visto que inúmeros casos de pessoas infectadas não são contabilizadas na estatística por 2 motivos principais: não há material suficiente para fazer o exame, assim muito infectados que estão bem não estão fazendo, por consequência não são inseridos na estatística; e o outro motivo é que os casos leves estão sendo orientado a ficar em casa. Então milhares de pessoas ficam infectadas, mas não entra na estatística.

O vírus tem uma grande chance de atingir quase todos no mundo, independente de confinamento ou não, e como nosso organismo irá combater esse vírus é com boa imunidade.

 

Se continuarmos fazendo o que estamos fazendo, paralisando tudo, gerando mais pânico e ansiedade nas pessoas, o estresse só aumentará para muitos de nós, a imunidade vai reduzir, e a taxa de mortalidade pode ser maior. Dessa maneira, tenho receio de não apenas os números da taxa de mortalidade do COVID-19 serem maiores, mas tantas outras doenças que podem ser agudizadas e levar a piora clínica da pessoa acometida. Talvez, todo o estresse gerado por essa situação já foi tão ou mais significativo para complicar outras doenças, que o próprio COVID-19 sozinho. Infelizmente, não tem como mensurarmos e analisarmos esses dados.

Não sou governante, não sou político, mas vale a reflexão para termos como base outras variáveis do ser humano, que não é uma ciência exata.

Bom, é apenas uma visão de um simples ser humano, que deseja ser mais otimista e menos alarmista.

Acredite em você! Acredite no seu potencial!

Sorria e fique mais forte!

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