O que é Autismo?

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O que é autismo?

Saiba mais sobre o transtorno e a importância do diagnóstico precoce

 

Cientificamente chamado de transtorno do espectro autista, o autismo é uma doença que prejudica o desenvolvimento da linguagem, dos processos de comunicação e da interação social da criança. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com algum nível ou tipo de autismo.

No Brasil, a doença atinge, aproximadamente, 2 milhões de indivíduos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o autismo atinge ambos os gêneros e todas as etnias, porém é registrado um número maior de ocorrências em pacientes do sexo masculino.

 

Causas e tratamento

As causas para a ocorrência do autismo ainda são incertas e, apesar de ser tratável, a doença não possui cura. Por outro lado, o paciente pode ser tratado, visando minimizar os efeitos que são provocados pelo transtorno. Dessa forma, é possível fazer com que o autista consiga se adequar ao convívio social e, com isso, realizar atividades escolares, acadêmicas e até profissionais. Para que isso ocorra, é necessário que o diagnóstico seja feito o quanto antes, ou seja, na fase infantil, para que todas as medidas indicadas pelos médicos possam ser tomadas.

 

Identificando os primeiros sinais

O autismo, geralmente, é diagnosticado pelos médicos entre o primeiro e o terceiro ano da vida de uma criança. Porém, alguns especialistas acreditam que os próprios pais podem ser capazes de identificar a doença após os primeiros oito meses, podendo buscar ajuda o quanto antes.

Segundo pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, o segredo para a constatação do autismo está na comunicação não verbal. Na pesquisa, foram observados algumas ações do bebê, como o modo que ele olha para os objetos, como pede algo para seus pais ou como reage quando apontam para alguma direção. Durante o estudo, as crianças com falhas gestuais nos primeiros momentos de vida apresentaram sinais mais evidentes de autismo a partir dos dois anos e meio de idade.

O principal método de identificação do autismo é a observação constante das ações que o bebê realiza dentro de casa. Um bom exemplo é o momento da amamentação, já que é possível que o bebê autista não fite a figura da mãe e mantenha seu olhar perdido. Outra situação alarmante é um bebê que aceita o colo de qualquer pessoa, já que nessa fase o mais comum é que a criança entranhe pessoas que não são do seu convívio familiar.

Comportamentos muito extremos, como choros constantes e ininterruptos, ou simplesmente uma aquietação exacerbada, também podem ser considerados sinais de autismo. Além disso, como os níveis de autismo podem variar de acordo com cada pessoa, as que possuem um grau mais leve muitas vezes não são diagnosticadas na infância. Por isso, é muito importante que os pais estejam sempre atentos a qualquer sinal incomum apresentado por seus filhos durante os primeiros momentos de vida.

Os sintomas podem varias bastante: existem crianças que apresentam agressividade com terceiros ou consigo mesmas, outras já não se agridem, falta de contato visual, interação social inadequada, movimentos repetitivos, repetição de palavras sem sentido, atraso de fala, falta de atenção ou intenso interesse em um número limitado de coisas.

Esses são alguns dos sintomas apresentados, é muito importante que vá ao médico para fazer o diagnóstico correto e inicie um tratamento o quanto antes.