Reflexões sobre o sequestro do Rio de Janeiro

Logo quando acordei hoje pela manhã e entrei nos sites de notícias, vi uma sobre um homem desconhecido com mais de 30 reféns dentro de um ônibus no Rio de Janeiro.

Logo ali, já comecei a refletir uma série de situações sobre esse sequestro:

1) Comecei a imaginar o sofrimento dos reféns naquele momento.

2) Comecei a imaginar o sofrimento dos familiares dos reféns daquele momento.

3) Comecei a querer saber quem era o sequestrador e por qual motivo estaria fazendo isso. Esse é o item mais difícil, pois tudo que imaginarmos nesse momento, não passaria de uma mera suposição.

4) Comecei a ver aquelas longas filas tanto para o Rio capital, quanto para Niterói. E comecei a imaginar as milhares de pessoas que estavam sendo comprometidas com o atraso.

5) Comecei a imaginar que não eram apenas as pessoas que estavam no trânsito que poderia ser prejudicadas, mas muitas outras que poderiam estar aguardando um colega para chegar. Por exemplo, um profissional da noite que aguardava a troca de um plantão em um hospital ou delegacia.

6) E também imaginei uma outra situação, que é muito comum no dia a dia, e deve ter intensificado nesse dia: muitos pacientes aguardam meses para uma determinada consulta ou cirurgia, e tal dia, algo acontece (paralisação em virtude do sequestro) e a cirurgia é adiada, visto que o médico, o instrumentador, o técnico de enfermagem, o enfermeiro, o próprio paciente poderiam não ter chegado ao hospital.

Mas algo me chamou ainda mais atenção nesse sequestro…. principalmente no que tange a um assunto que eu já imaginava que daria muita discussão posteriormente.

Enquanto a televisão mostrava o sequestro, a internet noticiava, eu prestava atenção nas mídias sociais naquele momento, e comentários eram poucos sobre o assunto.

Comecei a imaginar nas diversas possibilidades que todos ali estavam imaginando: o sequestrador poderia matar todos e depois se matar, poderia matar um ou outro e depois ser neutralizado, ou a Policia poderia neutralizar o sequestrador e prejudicar algum refém.

Fiquei tentando imaginar o pensamento, o que estava na mente do atirador de elite. Todos ali parados. Helicópteros ao redor, carros buzinando, pessoas opinando e gritando…. uma cena real no Rio de Janeiro.

A pressão sobre o atirador de elite. Independente dele ser pago ou não para isso, ele também é um ser humano e tem sentimento e pressões.

No fim a torcida da maioria prevaleceu. As palmas, o alivio foram daqueles que torciam para a paz, para a tranquilidade, para o bem estar e para a salvação dos reféns.

Uma morte aconteceu, infelizmente.

Por outro lado, trinta e seis vidas foram salvas.

A maioria ali presente vibrou não pela morte do sujeito, mas pela vitória de todos aqueles reféns.

Um trabalho exemplar de todos os envolvidos. Não é fácil, é muita pressão.

Muitas vezes julgamos as pessoas após o fato consumado, imagina um sujeito ter que resolver em 1, 2 ou 4 segundos com um tiro. Um tiro que pode salvar ou matar vidas!

Parabéns a Policia, ao Bope e aos responsáveis por não só o trabalho de hoje, visto por milhares de brasileiros, mas pelo trabalho do dia a dia. Pelas vidas que já salvaram no decorrer dos anos de oficio.