Saiba mais sobre a bipolaridade

Quando alguém que, aparentemente estava de bom humor, de repente fica nervoso ou toma atitudes que não condizem com seu estado anterior, é comum que a chamem de bipolar, porém nem sempre isso significa que o individuo tenha realmente a Doença Bipolar, ou bipolaridade. 

Apesar do termo ser popular, ele remete a um distúrbio psiquiátrico que pode causar alguns danos a saúde de uma pessoa. Assim como é conhecida popularmente, a doença consiste em oscilações constantes de humor, mas seus sintomas são mais do que se pode imaginar.

A bipolaridade é dividida basicamente em dois tipos, sendo que o transtorno bipolar tipo I consiste na apresentação de um comportamento que se chama episódio maníaco. Nesse caso a pessoa apresenta vários sintomas do episódio de Mania. 

Os episódios de mania apresentam uma série de sintomas, sendo o principal deles a irritabilidade excessiva e fora do habitual durante um período de tempo sem ter um motivo ambiental específico, ou uma alegria ou euforia exagerada, também sem motivo aparente. 

Junto com as mudanças constantes de humor e com o aumento de energia, existem outros sintomas principais que atingem quem passa pelo episódio maníaco. Caso a pessoa apresente pelo menos três deles, ela está mais perto de ser diagnosticada com o transtorno. Para isso, eles devem ser visivelmente presentes na rotina do paciente e causar danos significativos à sua saúde.

Veja alguns outros sintomas de mania no bipolar de acordo com o DSM-V:

  • Autoestima inflada ou pensamentos de grandiosidade
  • Redução da necessidade do sono (dorme pouco e considera-se descansado)
  • Pressão por falar
  • Fuga de idéias (pensamentos muito acelerados, rápidos)
  • Distração importante
  • Agitação psíquica
  • Compras excessivas, grandes investimentos financeiros sem planejamento prévio

Para que o quadro seja confirmado, é necessário que a pessoa sinta esses efeitos por pelo menos uma semana seguida e na maior parte dos dias, sendo fundamental uma avaliação de um médico especialista, visto a complexidade dos sintomas e a possibilidade de diagnóstico diferencial com outros transtornos, como por exemplo o transtorno de ansiedade, o tdah. 

O transtorno bipolar tipo 1 apresenta maior número de sintomas de mania comparado ao tipo 2. 

Um fator importante é que, caso a pessoa que foi diagnosticada como bipolar do tipo 2 sofra um episódio maníaco, ela automaticamente é excluída desse diagnóstico e é enquadrada no tipo 1. Além disso, se a pessoa tem alterações de humor ou períodos depressivos, mas que são induzidos por substâncias químicas, ela também não deve ser encaixada como paciente desse transtorno.

Assim, a pessoa com o transtorno bipolar apresenta a fase de mania, em que falamos de alguns sintomas acima, e a outra fase mais conhecida da população em geral, que é uma fase depressiva. 

A fase depressiva pode vários dos seguintes sintomas:

  • Humor deprimido na maior parte dos dias, durante semanas a meses
  • Falta de prazer ou interesse em realizar atividades habituais do dia a dia
  • Perda ou ganho de peso sem realizar dieta
  • Perda de energia
  • Fadiga
  • Sentimento de inutilidade ou incapacidade
  • Sono excessivo ou insônia constante.
  • Falta de concentração, memória ruim.
  • Pensamentos de morte

Sobre as causa que levam alguém a se tornar bipolar, ainda não existe nada concreto, mas algumas pesquisas indicam que pessoas que possuem a doença apresentam problemas em determinadas áreas do cérebro. Além disso, o desequilíbrio hormonal também pode aparecer como um dos possíveis fatores para o desenvolvimento da patologia.

Apesar de não ter cura, o transtorno bipolar tem tratamento, que deve ser iniciado assim que a doença for diagnosticada.

Além do uso de medicamentos, é necessário realizar certas alterações na rotina, como aderir a uma alimentação saudável e ter horários mais regrados para dormir.

Também é crucial parar de consumir substâncias psicoativas, como café e bebidas alcoólicas ou drogas.

Mesmo com essas mudanças, ainda é necessário continuar com o acompanhamento médico constante, que deve ser realizado por um psiquiatra.

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