A importância da prevenção ao suicídio

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A importância da prevenção ao suicídio

Conheça aspectos importantes desse mal cada vez mais comum

 

Falar sobre o suicídio foi – e ainda é para muitas pessoas – um verdadeiro tabu. Seja por motivos religiosos, ou por temor de fazer analogia a essa prática, o medo de falar sobre ela e até de estudá-la sempre foi frequente. Porém, fatos públicos, como mortes de celebridades e de muitos outros cidadãos comuns, deixam clara a necessidade de discutir o tema, principalmente, para saber como preveni-lo. Para isso, é necessário ter dados reais sobre a frequência desse tipo de caso e buscar padrões que possibilitem a identificação precoce de um possível caso de suicídio.

Segundo o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, realizado pelo Ministério da Saúde, essa é a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Dados como esse são responsáveis por mudar um pouco o paradigma atual, fazendo com que mais pessoas discutam sobre o assunto, inclusive familiares das vítimas. Mesmo com esse avanço, não é fácil avaliar comportamentos suicidas, principalmente porque muitos se apegam a mitos como “quem fala que vai cometer suicídio não fará isso, pois quer apenas chamar atenção”.

Pensamentos como o que foi descrito acima são comuns, mas não refletem a verdade. A maioria das vítimas desse mal já falaram, ao menos uma vez, para alguém próximo que planejavam cometer o ato. Por isso, levar a sério qualquer possível sinal ou ameça já é uma maneira de prevenir o suicídio. Além disso, o isolamento social também deve ser encarado como um sintoma e requer a atenção de amigos e familiares.

No caso dos mais jovens, a preocupação deve ser ainda maior, principalmente dos pais. Atos impulsivos, com pouco senso crítico ou reduzida noção de consequências são mais comuns nessa fase. Além disso, os adolescentes também tendem a ter mais dificuldade para lidar com frustrações. 

A prevenção exige cuidados e análises precisas dos profissionais da saúde, já que na maior parte das vezes os sinais são de difícil percepção para quem não conhece as causas, e só fazem sentido, depois que o ato já foi consumado. Assim, a ajuda médica e especializada, principalmente em centros especializados, tende a diminuir os riscos do suicídio. Segundo o Ministério da Saúde, os Centros de Apoio Psicossocial, que são uma iniciativa do Sistema Único de Saúde, podem reduzir em até 14% o risco do suicídio nos locais onde foram instalados.

Trata-se de um problema de saúde pública que altera, de maneira radical, a percepção da realidade das pessoas. Tratá-lo como uma doença, por meio de medidas médicas e psicossociais, é a melhor maneira de preveni-lo e evitá-lo. Para isso, também é necessário desmistificar o suicídio e falar dele abertamente, deixando de lado preconceitos e focando no bem estar e na saúde das futuras gerações.