Conheça os reais prejuízos causados pelo alcoolismo

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Conheça os reais prejuízos causados pelo alcoolismo

Doença apresenta graves consequências clínicas e causa problemas familiares

 

Apesar do consumo de álcool fazer parte da cultura da maioria dos países mundo afora, ele pode, muitas vezes, causar dependência e trazer sérios danos a vida de uma pessoa. O vício, que nem sempre é fácil de ser diagnosticado, consiste em uma doença chamada síndrome de dependência alcoólica, que é popularmente chamada de alcoolismo. O distúrbio, além de trazer malefícios a saúde física e mental de um paciente, também pode causar transtornos familiares graves.

Diagnóstico e sintomas

O primeiro ponto a ser considerado é o diagnóstico da doença. Muitas vezes, o paciente custa a admitir que tem um problema e diz que bebe quando e porque quer. Por isso, é preciso identificar se a ingestão de álcool acontece em quantidades muito elevadas e em períodos muito constantes. Além disso, mesmo com a negação, as pessoas que sofrem de alcoolismo tendem a fazer esforços mal sucedidos para não ingerir álcool, o que acaba gerando uma enorme frustração.

É bom lembrar também que mesmo quando o consumo de bebidas é excessivo, mas acontece em períodos mais espaçados, ou só em épocas específicas do ano, não deve ser constatada a dependência alcoólica. Isso porque, diferente dos casos citados acima, o paciente de dependência ao álcool já tem um grande espaço de sua vida ocupado pelo álcool, o que lhe traz constantes problemas pessoais, como brigas com a família e prejuízos irreparáveis na vida profissional.

Outro sintoma a ser destacado é a compulsão causada pela vontade de beber. Muitas vezes, depois de já ter sofrido inúmeros danos, o paciente ingere o álcool mesmo sabendo que está se prejudicando e, provavelmente, fazendo mal às pessoas que o amam. Além disso, conforme a doença vai piorando, a resistência da pessoa a essas substâncias químicas vai aumentando, de modo que se torna necessário consumir muito mais álcool para alcançar o efeito desejado, até que comprometa a saúde de forma significativa e poucas doses já podem alcançar o efeito desejado.

Consequências físicas

 

Entre as consequências físicas causadas pela doença, destacam-se: tremores constantes, insônia, suor em excesso, náuseas, vômitos e agitação psicomotora. Essas sensações são proporcionadas pela abstinência, que assim como em casos de dependência de outras drogas, é o principal fator clínico a ser considerado. Ela é a responsável por causar um mal estar que, teoricamente, só é aliviado depois da ingestão da bebida alcoólica ou após medicamentos ou após um período maior sem usar.

Além dos sintomas citados acima, o álcool pode trazer, até mesmo para quem não é dependente, sérios riscos a saúde. A cirrose, uma das doenças mais relacionadas ao alcoolismo, é um desses exemplos, assim como a hepatite alcoólica. As duas tem como causa principal a infiltração de gordura no fígado, que muitas vezes pode ser provocado pelo consumo de álcool em excesso. Outros órgãos também podem ser afetados, como o cérebro e o aparelho digestivo.

Danos pessoais e familiares

 

É muito comum ouvir dizer que o álcool, assim como outras drogas, é responsável por destruir não só vidas, mas também famílias e carreiras. Muitas vezes essa afirmação está correta e, geralmente, isso acontece na segunda fase do alcoolismo, que é quando a dependência começa a gerar transtornos maiores, como acidentes de trânsito, violência doméstica – seja física ou verbal – e decadência na jornada profissional. Com isso, a relação familiar, assim como a preocupação com a própria integridade física, vai embora aos poucos.

Tratamento

 

O primeiro passo na busca pelo tratamento é buscar um diagnóstico clínico exato sobre a doença que o paciente sofre. Isso porque, muitas vezes, a doença aparenta ser igual na maioria dos casos, mas ela muda drasticamente de uma pessoa para a outra e, por isso, cada uma deve ser tratada de uma forma. Também é necessário verificar se o indivíduo sofre de outro transtorno, como ansiedade ou depressão. Fora isso, o ideal é buscar ajuda médica de um psiquiatra e psicólogo e seguir todas as recomendações desses profissionais.