Perguntas Frequentes

Respostas claras e baseadas em evidências para as dúvidas mais comuns sobre saúde mental, condições clínicas e atendimento psiquiátrico.

Consultas e Atendimento

Dr. Diego Tinoco atende por telemedicina?+
Sim, atendo pacientes de todo o Brasil por telemedicina com a mesma qualidade do atendimento presencial. A teleconsulta é regulamentada pelo CFM e ocorre por plataforma segura e criptografada.
Qual o CRM do Dr. Diego Tinoco?+
O Dr. Diego Tinoco possui o CRM-MG 58241 e RQE 37921, verificáveis no site do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG).
Como funciona a primeira consulta?+
A primeira consulta tem duração estendida (cerca de 50 a 60 minutos) e é voltada para acolhimento, escuta atenta da sua história de vida, queixas atuais, antecedentes médicos e familiares. O objetivo é compreender a sua situação de forma única e individualizada antes de qualquer conduta.
O Dr. Diego atende por convênio ou plano de saúde?+
Atualmente, o atendimento é exclusivamente particular. Essa escolha permite oferecer consultas com tempo adequado, sem pressões de operadoras, priorizando a qualidade do cuidado.

Escopo e condições atendidas

Quais condições o Dr. Diego atende — e quais não são o foco do consultório?+
O foco clínico é a saúde mental do adulto, especialmente TDAH, autismo (TEA), depressão e transtornos de ansiedade (incluindo ansiedade social e síndrome do pânico), além da neurodivergência de forma ampla. Quadros como transtorno bipolar, TOC, esquizofrenia e transtornos alimentares podem ser avaliados na consulta inicial e, quando o cuidado exige um serviço ou programa mais especializado, o Dr. Diego orienta e encaminha para o recurso mais adequado.
O Dr. Diego atende dependência química?+
A dependência química é avaliada caso a caso. Não é o foco do consultório, mas o Dr. Diego já atuou na área, inclusive em comunidades terapêuticas: faz a avaliação inicial e, conforme o quadro, conduz o acompanhamento ou encaminha para um programa especializado quando o caso exige.
O Dr. Diego trata burnout?+
O burnout (esgotamento profissional) não é atendido como quadro em si — a CID-11 o classifica como um fenômeno ligado ao trabalho, e não como um transtorno mental. Quando há um quadro de depressão ou de ansiedade associado ao esgotamento, esse sim pode ser avaliado e tratado, por estar dentro do foco do consultório.
O TDAH existe em adultos?+
Sim. O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que persiste na vida adulta em cerca de 60% dos casos diagnosticados na infância. Muitos adultos só são diagnosticados tardiamente por terem desenvolvido estratégias compensatórias ao longo da vida.
Qual a diferença entre TDAH e preguiça?+
A diferença é neurobiológica. No TDAH, há uma desregulação nos circuitos dopaminérgicos e noradrenérgicos do córtex pré-frontal, resultando em dificuldade real de autorregulação da atenção, e não falta de vontade. O diagnóstico é clínico e baseado nos critérios do DSM-5-TR (APA, 2022).
Remédio de TDAH causa dependência?+
Os psicoestimulantes (como o metilfenidato) são substâncias controladas e, em doses terapêuticas prescritas por um psiquiatra, não causam dependência. Entretanto, podem causar tolerância com o tempo, o que significa que ajustes de dose ou de estratégia podem ser necessários ao longo do tratamento. Por isso, o acompanhamento médico regular é fundamental para garantir eficácia e segurança.

Autismo (TEA) em Adultos

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É possível ser diagnosticado com autismo na vida adulta?+
Sim, e é cada vez mais comum. Muitos adultos — especialmente mulheres e pessoas com alto desempenho acadêmico — passaram a vida inteira sem diagnóstico por terem desenvolvido estratégias de camuflagem social (masking). O DSM-5-TR reconhece que os sintomas podem não se tornar plenamente evidentes até que as demandas sociais excedam a capacidade do indivíduo.
Qual a diferença entre Asperger e Autismo?+
Desde a publicação do DSM-5 (2013), a Síndrome de Asperger foi incorporada ao diagnóstico unificado de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Hoje, o que antes era chamado de Asperger é classificado como TEA Nível 1 (necessitando de suporte leve). Na prática clínica, muitas pessoas ainda usam o termo para se auto-referir.
Autismo tem cura?+
Autismo não é uma doença, é uma condição do neurodesenvolvimento. Não há cura, e o objetivo do acompanhamento não é eliminar características autistas, mas oferecer suporte para melhorar a qualidade de vida, autonomia e bem-estar do indivíduo.
Qual a diferença entre tristeza normal e depressão?+
A tristeza é uma emoção natural e temporária em resposta a eventos difíceis. A depressão maior (Transtorno Depressivo Maior) é uma condição clínica que dura pelo menos duas semanas e envolve humor deprimido persistente, perda de interesse, alterações de sono, apetite, energia e concentração, além de sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva (DSM-5-TR, APA 2022).
Antidepressivos causam dependência?+
Não. Diferente de benzodiazepínicos (como clonazepam e diazepam), os antidepressivos que atuam em serotonina, noradrenalina ou dopamina (ISRS, IRSN, etc.) não causam dependência física. Podem, entretanto, causar sintomas de descontinuação se interrompidos abruptamente — por isso o desmame deve ser sempre orientado pelo psiquiatra.
A depressão tem cura?+
Na psiquiatria, falamos em remissão. O quadro pode ser completamente estabilizado, permitindo que a pessoa retome sua qualidade de vida. Muitos pacientes apresentam um único episódio depressivo ao longo da vida. O tratamento adequado reduz significativamente o risco de recorrência.

Ansiedade Social (Fobia Social)

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Qual a diferença entre timidez e Ansiedade Social?+
A timidez é um traço de personalidade que não costuma impedir a pessoa de realizar seus objetivos. Já o Transtorno de Ansiedade Social (TAS) causa sofrimento intenso e prejuízo funcional: a pessoa evita oportunidades e situações sociais devido ao medo paralisante do julgamento. A prevalência ao longo da vida é de 12,1% (Kessler et al., 2005).
A ansiedade social tem tratamento?+
Sim. O tratamento de primeira linha inclui a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e, em casos moderados a graves, medicação (ISRS). Metanálises publicadas no The Lancet Psychiatry (Mayo-Wilson et al., 2014) comprovam a eficácia dessas abordagens. A grande maioria dos pacientes apresenta melhora significativa.
Medo de falar em público é sempre ansiedade social?+
Não necessariamente. Existe um especificador no DSM-5-TR chamado 'apenas desempenho', que se aplica a pessoas que sofrem exclusivamente em situações de performance (palestras, apresentações), mas interagem normalmente em outros contextos sociais.

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