Como parar de fumar?

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Como parar de fumar?

Conheça alguns dos tratamentos para o tabagismo

 

Até boa parte do século passado, o hábito de fumar era considerado um estilo de vida, ou até uma maneira de relaxar e de fazer amigos. Propagandas exaltavam o uso da substância e a tratavam como um produto comum. Em 2000, depois de outras restrições menores, as campanhas que promoviam o consumo da nicotina foram proibidas em todos os meios de comunicação (rádio, jornais, revistas, outdoors etc). Desde então, o cigarro é tratado como uma droga prejudicial a saúde e diversas campanhas incentivam as pessoas a largarem o vício.

O problema é que, na maioria das vezes, deixar de usar algo que fez parte da rotina de uma pessoa por tantos anos e que é composto por tantas substâncias viciantes não é nada fácil. Mesmo assim, além da força de vontade – que também é fundamental –, existem diversos tratamentos e até medicamentos que visam diminuir a taxa de dependentes da nicotina no Brasil. O próprio Sistema Único de Saúde (SUS) oferece auxílio gratuito, por meio das unidades básicas e de hospitais.

Atualmente, existem três tratamentos principais para quem quer parar de fumar. Conheça um pouco mais sobre eles:

 

Terapia de reposição da nicotina – Esse tipo de tratamento visa manter o organismo com doses cada vez menores de nicotina. Com isso, a tendência é que os sintomas da abstinência diminuam com o tempo. Uma das formas de realizar essa terapia é por meio de adesivos que transmitem doses de nicotina através da pele. Com o passar dos dias, as doses vão diminuindo, até o indivíduo não sentir mais falta da substância.

 

A outra maneira consiste em gomas de mascar que, por absorverem nicotina pela mucosa oral, conseguem um efeito inicial mais rápido. A bala deve ser colocada entre a bochecha e a gengiva por dois minutos e depois ser mascada de novo. O procedimento demora cerca de 30 minutos.

 

Terapia com antidepressivos – O uso de substâncias como a bupropiona e a  nortriptilina tendem a diminuir os sintomas da abstinência do cigarro. Isso acontece porque esses medicamentos antidepressivos conseguem alterar as substâncias químicas do cérebro que são relacionadas a fissura. O uso dos medicamentos deve ser feito com acompanhamento médico e por um período predeterminado.

 

Terapia cognitivo comportamental – Esse tipo de tratamento consiste em modificar os padrões de vida dos dependentes químicos, fazendo com que eles deixem de realizar certas ações que os incentivam a fumar. A terapia é feita em diversas sessões em grupo ou individual, onde cada fumante apresenta suas experiências e, em cada encontro, conta aos companheiros seus avanços na luta contra o vício. As sessões são sempre mediadas por profissionais especializados, como psicólogos.

 

Apesar dos três modelos de terapia se mostrarem efetivos em diversos casos, o ideal é procurar ajuda profissional e identificar em qual tipo de tratamento o fumante se encaixa mais. Em muitos casos, é possível aliar as terapias cognitivas com o uso de medicamentos e de substâncias de reposição de nicotina. Existem também pessoas que, por vontade própria, decidem parar de fumar e conseguem êxito logo no primeiro momento. Não fique triste caso não consiga parar por conta própria, pois do mesmo jeito que tem pessoas que conseguem parar por si, existem várias outras que param com a ajuda de profissionais especializados.

É fundamental a procura por um especialista, pois durante a consulta ele pode identificar comorbidades (transtorno de ansiedade, depressão, pânico, outros vícios) que estejam presentes e possam prejudicar o seu vício.