Os Malefícios do Tabagismo

parar de fumar

A importância de parar de fumar

O hábito de fumar foi considerado, durante muito tempo, um estilo de vida e uma forma de demonstrar poder e usufruir da liberdade. Porém, depois de algumas medidas tomadas pelo Ministério da Saúde, principalmente a que proibiu a veiculação de propagandas de cigarro em meios como rádio, TV e jornais, o uso da nicotina foi, finalmente, enxergado como um mal para a saúde pública.

 

A cada vez que traga um cigarro, o fumante ingere cerca de 4700 substâncias tóxicas que, aos poucos, vão destruindo células de diversas partes do corpo e podem causar mais de 50 doenças. Entre as substâncias mais nocivas, é possível destacar a nicotina, responsável por causar dependência, o monóxido de carbono, que reduz a oxigenação sanguínea, e o alcatrão, que possui vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

 

Órgãos mais atingidos

 

Boca – A boca é uma das partes do corpo mais prejudicadas pelo uso do cigarro. Isso porque o hálito do fumante tende a ser alterado devido a uma irritação na gengiva que é causada pela fumaça. Além disso, pessoas que fumam estão mais predispostas a possuírem cáries e, muitas vezes, não sentem com clareza o sabor dos alimentos. Isso ocorre por conta da alteração que acontece nas papilas gustativas. O fumante também tem maiores chances de sofrer um câncer de boca.

 

Pulmão – Os tecidos dos pulmões também são vítimas do consumo de cigarros. Isso porque eles perdem a elasticidade e, com isso, o órgão vai sendo destruído lentamente. Quando um fumante realiza um exame de raio-X, é possível visualizar uma vasta área escura no pulmão, chamada de forma popular de “chapa preta”. O uso da substância pode levar, inclusive, ao câncer de pulmão, um dos principais motivos de morte de fumantes. Além disso, o cigarro também pode matar por problemas como bronquite e enfisema pulmonar, também conhecido como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

 

Fígado – Quando a nicotina é aspirada, ela cai na corrente sanguínea e migra para todos os órgãos. Com isso, ela é metabolizada quando chega ao fígado, podendo danificar esse órgão, o que pode resultar no desenvolvimento de um possível câncer de fígado.

 

Como parar de fumar

 

A decisão de parar de fumar é só o começo de uma longa jornada de superação e insistência. Apesar de, muitas vezes, amigos e familiares fazerem pressão para o fumante abrir mão da substância, é o próprio dependente químico quem deve aderir a esse desafio. Para seguir firme por esse caminho, o primeiro passo é lembrar que os benefícios a longo prazo de parar de fumar são maiores que o alívio momentâneo proporcionado pelo cigarro.

 

Depois de tomar a decisão e procurar ajuda médica, é necessário escolher uma data e traçar um plano. É recomendado que esse primeiro dia sem cigarro venha após um período dentro de 10 a 15 dias da decisão de parar de fumar. Isso faz com que o dependente possa se programar para a vida sem o cigarro. Além disso, dias antes dessa data, já é preciso tomar atitudes como parar de comprar cigarros, evitar conviver com fumantes e se desfazer de todos os objetos que remetem a substância, como cinzeiros, isqueiros e café.

 

Como o organismo está acostumado com uma dose diária de nicotina, virá a abstinência, que leva a uma vontade súbita de fumar. Como todas as atividades do fumante, como tomar café ou ler o jornal, estão ligadas ao consumo do cigarro, elas funcionam como um gatilho e fazem com que muitos falhem nesse momento.

 

Por isso, o mais importante nessa fase é a resistência que, com certeza, será testada durante vários momentos. O ideal é substituir o uso do cigarro por outras atividades, como práticas esportivas ou aderir a um hobbie. A ida a grupos de apoio, o carinho da família e a ajuda médica também são bem vindas nesse período. Além disso, é importante lembrar que cada fumante pode ter um ritmo diferente para parar de fumar, tendo mais ou menos dificuldades.