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Um projeto sobre o que acontece antes das palavras

Nem todo silêncio
é vazio.

Há pessoas que precisam de mais tempo para transformar o mundo em palavras.

Talvez você esteja aqui porque…

  • Você encontra as melhores respostas depois que a conversa termina.
  • Você sente muito, mas nem sempre consegue explicar.
  • Você observa detalhes que passam despercebidos para outras pessoas.
  • Você precisa organizar o que pensa antes de falar.
  • Você se sente mal interpretado com frequência.

Nada disso é falta de conteúdo. É conteúdo que ainda está atravessando o caminho.

Hoje · 26 de julho

A observação também é uma forma de presença.

Entrelinhas

O elogio errado ao silêncio

Silêncio pode ser temperamento, processamento, cansaço ou medo — e cada origem pede uma resposta diferente. Romantizar a quietude erra tanto quanto tratá-la como problema a corrigir.

ensaio · 5 min

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O Caderno das Entrelinhas

Em qual situação você se sentiu mal interpretado?

Fica só no seu navegador. Ninguém lê, nem nós — o texto não é enviado a lugar nenhum.

Para quando você pensar: isso descreve alguém que eu conheço.

  • Talvez você não tenha pouco a dizer. Talvez ainda não tenha encontrado um lugar em que não precise dizer tudo depressa.

  • Nem toda ausência de resposta é ausência de pensamento.

  • Algumas pessoas não têm poucas palavras. Têm palavras que demoram a encontrar uma forma.

Biblioteca Interior

Estantes, não listas de recomendação. 20 livros de outros autores, cada um com o que a obra é e por que ela ajuda a pensar um tipo de silêncio.

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Quantas vezes você soube o que queria dizer apenas depois que a conversa terminou?

Este livro é para pessoas que não possuem um mundo interior pequeno — possuem um mundo interior que nem sempre cabe na velocidade das conversas.

  • Por que pensamos, sentimos e falamos em ritmos diferentes
  • O que acontece dentro de quem observa antes de responder
  • A diferença entre reserva, timidez e ansiedade social
  • Formas de expressão que não exigem falar mais alto
  • Como aparecer sem se transformar em outra pessoa

Diego Tinoco Rodrigues

Mesmo quem não fala muito tem muito a dizer

Sobre o autor

Ao longo da vida e da prática clínica, vi muitas pessoas serem lidas como desinteressadas, frias ou distantes quando estavam, na verdade, observando, elaborando e procurando as palavras certas.

Escrevi para que menos pessoas passem a vida acreditando que há algo errado nelas.

Diego Tinoco Rodrigues — médico psiquiatra, professor e escritor. Formação e registro.

Cartas para quem observa

Uma carta sem pressa, a cada quinze dias. Ainda não está no ar — a inscrição abre quando as cartas começarem, e não antes.

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