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Glossário clínico

RSD (Rejection Sensitive Dysphoria)

Também chamado de: disforia sensível à rejeição.

RSD (disforia sensível à rejeição) descreve uma reação emocional intensa e desproporcional à percepção de rejeição, crítica ou fracasso, relatada com frequência por adultos com TDAH. É um conceito clínico descritivo, não uma categoria diagnóstica oficial.

A experiência costuma ser descrita como uma onda: a intensidade sobe em segundos, a dor é vivida como física e o episódio demora a ceder mesmo depois de a situação passar. O gatilho pode ser mínimo — uma mensagem sem resposta, um tom de voz, uma correção no trabalho.

O termo não aparece no DSM-5-TR nem na CID-11. Ele circula na clínica e na comunidade porque nomeia bem algo que os critérios diagnósticos de TDAH descrevem pouco: a dimensão emocional do transtorno.

Do ponto de vista clínico, o que sustenta o fenômeno é a desregulação emocional — a dificuldade de modular a intensidade e o tempo de recuperação de uma emoção, e não a emoção em si. Isso a aproxima do funcionamento executivo, e a distingue de traços de personalidade.

Reconhecer o padrão costuma ter efeito imediato: entender que a reação é rápida, intensa e transitória permite adiar decisões tomadas no pico — que é onde costuma nascer boa parte do prejuízo em relações e no trabalho.

Não confundir com hipersensibilidade emocional como traço

Nem toda pessoa que se magoa com facilidade tem RSD, e o conceito não deve virar explicação para qualquer sofrimento interpessoal. O que se descreve aqui é um padrão específico: gatilho ligado a rejeição percebida, subida abrupta e desproporcional, e recuperação lenta.

Onde este conceito aparece

Verbete educacional, descritivo e não prescritivo — não substitui consulta médica individual. Última revisão: 19 de maio de 2026.