Saúde mental e relacionamento amoroso, qual é a relação?

Acredite: todo mundo tem ou já teve algum problema com seu relacionamento amoroso. Isso acontece porque nem sempre estamos com a saúde mental em dia, não é mesmo? 

Pois é, nossas relações interpessoais estão diretamente ligadas a nossa saúde mental, principalmente o relacionamento amoroso. 

De tal modo que é muito normal ter oscilações de emoções. Mas será que o amor cura tudo?

Borboletas na barriga, uma sensação de felicidade que parece não ter fim, sinos que tocam quando a pessoa chega: são muitas as imagens criadas no imaginário popular para definir o amor.

As novelas, livros, filmes e séries estão sempre retratando o amor ideal que transpõe barreiras e move montanhas. Mas será que isso é verdade mesmo?

Neste artigo, você vai entender qual é a verdadeira relação entre sua saúde mental e o sucesso do seu relacionamento amoroso.

Você também vai conhecer algumas técnicas para tornar o seu dia a dia mais leve, trazendo a sensação de bem-estar para o seu relacionamento e para sua saúde mental.

Mas afinal, o que é um relacionamento amoroso saudável?

A partir do ponto de vista da psicologia positiva, o amor é um fenômeno que se apresenta no cotidiano e afeta diversas áreas da nossa vida.

Ele se manifesta por pessoas como um sentimento intenso.

Entretanto, a atração também é considerada como um aspecto fundamental para uma relação amorosa de sucesso.

Para Freud, o amor está relacionado com a sexualidade.

Já o behaviorismo entende o amor como um reforço mútuo de comportamentos.

A psicologia evolucionista retrata o amor como consequência de instintos sexuais, reprodutivos e como resultado da necessidade humana de proteção.

São muitos os teóricos que estudaram e ainda estudam as relações amorosas para compreender as conexões neurais e as relações sociais que esse sentimento impulsiona.

O casamento é uma das formas de relacionamento mais aceitáveis socialmente. 

A relação matrimonial é considerada uma das melhores maneiras de atender às necessidades básicas das pessoas, contribuindo com a qualidade de vida e saúde dos envolvidos.

É no casamento que se partilha a casa, a convivência, as conquistas e as derrotas.

É também onde se desenvolve um laço de intimidade e investimento afetivo que agrega elevada significância da relação na vida do casal.

Porém, a vida a dois também traz alguns desafios relacionados ao convívio que precisam de uma boa dose de diálogo e paciência.

Como sua saúde mental afeta seu relacionamento amoroso?

Indiscutivelmente, essa interação entre pessoas que se amam eleva os níveis de satisfação e prazer na vida delas.

Em pesquisa realizada por Diener e Seligman (2003), se constatou que todas as pessoas que se enquadravam num estado de extrema felicidade estavam vivenciando uma relação amorosa.

Porém, um estudo nacional conduzido por Almeida-Filho e colaboradores (2004) afirmou que pessoas solteiras e divorciadas estão menos propensas a desenvolver depressão.

Realmente, não é fácil se relacionar.

Por isso, separamos algumas dicas que podem te ajudar a cuidar da relação e da saúde mental, ao mesmo tempo.

– Foque nas características positivas

Casais satisfeitos e felizes focam nas características positivas um do outro e tendem a perdoar as falhas mais facilmente.

Os casais que estão em conflito costumam buscar eventos negativos do passado para reforçar a culpa do outro e dificilmente se colocam com empatia diante dos deslizes do parceiro ou parceira.

Pensamentos positivos e explicações otimistas ajudam a resolver os problemas cotidianos com mais racionalidade e autocontrole, tornando o relacionamento amoroso mais colaborativo na vida do outro.

– Busque a resiliência no dia a dia

A palavra resiliência tem sido muito utilizada para ilustrar tatuagens e posts nas redes sociais.

No entanto, é importante entender o seu significado.

Por definição, resiliência é “a capacidade do indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas”.

A resiliência é também um fator importante para o cuidado com a saúde mental e também é fundamental na qualidade dos relacionamentos amorosos.

Para ser resiliente, é preciso desenvolver três processos-chave. São eles:

  • o sistema de crenças (olhar positivo e transcendência frente às adversidades);
  • padrões de organização (coesão, recursos sociais e econômicos e flexibilidade) e;
  • comunicação (expressões emocionais abertas e colaboração da solução de problemas). 

– Desenvolva empatia na sua relação amorosa

A empatia é a capacidade em nos identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de compreender seus pensamentos.

Desenvolver a empatia tende a tornar a relação amorosa mais leve, prazerosa e feliz, reduzindo os conflitos e as chances de separação.

Além disso, a empatia entre o casal evita a evolução de sentimentos como mágoa, rancor, culpa, solidão, raiva, carência, desejo de vingança, entre outros.

Entender o processo do outro também ajuda a compreender como nos sentimos e de que forma podemos crescer juntos.

Com base nisso, retomamos a pergunta apresentada no início deste artigo: o amor cura tudo?

Bom, o sentimento em si pode ser muito positivo e trazer grandes níveis de satisfação para os indivíduos envolvidos. 

Entretanto, é a maneira como agimos que contribui de fato para a qualidade dos nossos relacionamentos amorosos e para o nosso crescimento pessoal, saúde mental e autonomia.

Desse modo, observa-se que viver sob uma ótica negativa coopera para o surgimento de conflitos e transtornos que podem sim afetar a nossa saúde mental e relacionamentos amorosos.

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