Ensaios
Texto em primeira pessoa sobre o que a prática clínica levanta e a literatura técnica não responde. São ensaios: argumentam, admitem dúvida e não trazem revisão de literatura — o que exige evidência está no blog, com as fontes abertas. Nenhum ensaio aqui descreve pessoa real.
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Compreender é diferente de explicar
Sobre o conforto e o preço de reduzir uma experiência ao seu mecanismo
Descrever o mecanismo de um sofrimento não é o mesmo que compreendê-lo. As duas coisas são necessárias, e trocar uma pela outra tem custo — inclusive terapêutico.
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O elogio errado ao silêncio
Quietude não é virtude nem defeito — a pergunta é o que ela custa
Silêncio pode ser temperamento, processamento, cansaço ou medo — e cada origem pede uma resposta diferente. Romantizar a quietude erra tanto quanto tratá-la como problema a corrigir.
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O diagnóstico chega depois da pessoa
Sobre a diferença entre nomear um padrão e definir alguém
Um diagnóstico descreve um padrão de funcionamento, não uma identidade. Ele serve para orientar cuidado e dar vocabulário a quem não tinha — e deixa de servir no momento em que passa a explicar a pessoa inteira.
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Este conteúdo é reflexivo e educacional; não substitui consulta médica individual. Se você procura ajuda para si ou para alguém, comece por quando uma avaliação faz sentido. Em situação de risco imediato, ligue CVV 188 ou SAMU 192 — e veja onde buscar ajuda agora.