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Glossário clínico

Ataque de pânico

Também chamado de: crise de pânico.

Ataque de pânico é um episódio abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge o pico em poucos minutos, com sintomas físicos marcados — palpitação, falta de ar, tontura, sensação de morte ou de perder o controle.

O episódio é autolimitado: sobe rápido, atinge o ápice e cede. Isso não o torna menos assustador, porque a experiência é vivida como emergência médica — e não é raro que a primeira crise termine num pronto-socorro.

Ter um ataque de pânico não significa ter transtorno do pânico. O transtorno se caracteriza por ataques recorrentes e inesperados somados ao medo persistente de novas crises, que passa a organizar a rotina: evitar lugares, evitar esforço, monitorar o corpo o tempo todo.

Esse monitoramento é parte do que mantém o quadro. Sensações corporais comuns passam a ser lidas como sinal de catástrofe, o alarme dispara de novo, e o ciclo se fecha e se confirma.

Dor no peito, desmaio, confusão ou um primeiro episódio sem causa conhecida pedem avaliação médica — sintomas de pânico e sintomas clínicos se sobrepõem, e só o exame presencial diferencia com segurança.

Não confundir com crise de ansiedade

A crise de ansiedade tende a se construir de forma mais gradual, ligada a uma preocupação identificável, e oscila ao longo de minutos ou horas. O ataque de pânico é mais abrupto, atinge o pico rapidamente e frequentemente não tem gatilho aparente.

Onde este conceito aparece

Verbete educacional, descritivo e não prescritivo — não substitui consulta médica individual. Última revisão: 19 de maio de 2026.